quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Trio Virgulino - 26 anos de estrada


 Especial da semana.

Album Trio Virgulino 26 anos de estrada.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Trio Virgulino - Coração Feliz

Essa semana postagens especiais: TRIO VIRGULINO

Um belíssimo trabalho dos nossos conterrâneos (ENOK - ADELMO - ROBERTO), que por onde passam levam alegria e deixam saldades!!!!!



DESCULPAS

Nada mais nobre do que pedir desculpas, humildemente venho aqui pedir perdão por ausencia de postagens.
Ando muito ocupado e sem muito tempo.

Logo logo irei retomar as postagens, com a qualidade que vocês já conhecem.

Abraços.






Clã Brasil Canta Dominguinhos

O Clã Brasil é formado por sete componentes e tem um estilo calcado na herança musical de ‘Dedé do Cantinho’, da cidade interiorana de Itaporanga (PB), ritmado pelos baiões, xotes, cocos e toadas popularizadas por Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, Elba Ramalho, Dominguinhos, Sivuca, Marinês, Maciel Melo, Pinto de Acordeon, Marcos Maia e Bebé de Natércio. O grupo também tem composições próprias de Badu e Lucyane, com acentuada aceitação do público.


O grupo tem a seguinte formação: Lucyane Pereira Alves (acordeon, fole de oito baixos e voz principal); Laryssa Pereira Alves (zabumba, violino e vocal); Lizete Pereira Alves (flauta transversa, pífano e vocal); Fabiane Fernandes (cavaquinho, viola de dez cordas e vocal); José Hílton Alves, o Badu (violão de sete cordas e vocal); Maria José Pereira Alves (triângulo e vocal); e Francisco Filho (percussão).

quinta-feira, 14 de julho de 2011

CORDEL- João Batista do Mestre


DRAMATIZAÇÃO

Eu fui tocar "num" forró
No sertão de Pernambuco
E apareceu um maluco
Com uma peixeira na mão

Aí o dono da casa disse: - espere cidadão
Bote a faca na cintura
Vá logo fazendo a curva
E "num" pise aqui mais não

Mas o cabra era arrochado
E "num" queria recuar
Botou a faca na frente
E fez partida pra entrar

Foi quando o dono da casa
Arrastou um pau-de-fogo
Que o cano era um toco
Da mãe da lua sentar

Então eu pensei comigo:
-Isso aqui acaba cedo
Tentei disfarçar o medo
Mas era um medo de fato

Eu não tirava o olho
De onde a porta ficava
Com uma das mãos eu tocava
E com a outra eu apertava
Era o cadaço do sapato

Quando aquele pau-de-fogo
Cuspiu a primeira abelha
Caiu uns cacos de telha
Meu chapéu ficou furado

Eu disse pra o dono da casa:
-Deixe eu tocar no terreiro
Por que esse converseiro
Descontrola o zabumbeiro
E eu fico desafinado

Prendi a respiração
Até chegar no terreiro
o zabumbeiro e o triangueiro
Já de sapato na mão
Me deram um puxavão
Quase fiquei sem bigode
Saimos tangendo os "bode"
Nas veredas do sertão

E era mameleiro
Xique-xique, unha de gato
E o cadaço do sapato
Enganchando na macambira

O mato na vereda
Se abria e se fechava
E nós levando cipoada
De jurema e de imbira

De repente um cavaleiro
correndo atrás da gente
Gritava: -seus "inocente"
Esperem, não se confundam

Foi aí que aumentou
O medo e a correria
Que chega a perna batia
Um palmo atrás da bunda

O cabra botou um corte
Na vereda a atravessou
Dizendo: -espere tocador
Respire, fique assim não

Vamos voltar pro forró
"Num" aconteceu nenhum arte
Aquilo tudo faz parte
De uma dramatização.